sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Macabros Esquetes

Palhaços sem graça nas ruas.

Piadas ruins se repetem.

E Há quem aplauda de pé.

Enquanto eles se divertem.



Palhaços se revezam no palco.

Em frente de uma plateia inerte.

Que pagam com o preço da fé

O quadro sujo que eles subvertem.



Palhaços de caras limpas chegaram.

Fazendo macabros esquetes.

Pintando um quadro fantástico.



Mostram o que sempre mostraram.

Diante da plateia que se esquece

Do perverso que é o espetáculo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Em Volta

Olhou em volta.

Procurava algo perdido.

Algo que destruiu com as próprias mãos.

Algo que não voltará.



Olhou em volta.

Em rostos conhecidos.

Mas tudo estava estranho

Agora que sua luz era uma réstia.



Procurou por todos os lados.

Mas era tarde.

Não se pode retornar

Ao ponto antes dos farelos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Guarde um Sorriso

Guarde um sorriso.


Para as horas sem graça


Para quando perder a piada.


E todos estiverem rindo


De uma tristeza disfarçada.



Guarde um sorriso.


Um último disfarce.


Para quando estiveres nu.

E todos te apontarem o dedo.



Guarde um sorriso.


Porque é o que podes conservar.


Quando tudo escapar entre os dedos


E tiveres que ocultar as lágrimas