TODO DIA
Se todo dia volto pros seus braços.
Não é por amor, nem respeito.
É sentindo um ódio imenso
De tuas garras impiedosas.
De tua voz perversa.
De teus olhos inquisidores.
De sua paciência mortal.
Todo dia me abraças
Com força para me esmagar.
Sobrevivo quando chega a noite.
Mas não ouso sonhar
Para que não violes me descanso.
Com tua carência maléfica.
Se todo dia aceito teu abraço
É por que já ao tenho forças
Para tentar fugir de teu hálito
Nem para cerrar meus ouvidos
Ao teu escárnio gutural
Que me sussurras impiedosamente.
Todo dia...
Todo dia...
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