quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ao Homem-Alado

O homem-alado perdeu as asas.
Para onde ele vai agora?
Como alcançar o céu, estando mutilado?
Como andar, depois que reinou no ar.

O homem-alado é apenas uma sombra.
O resto de algo que já belo e poderoso.
Não passa de uma lembrança doce e triste.
Que olha para o céu, desconsolado.

O homem-alado foi destruído há tempos.
Mas ninguém notou suas asas quebradas.
Até que ele abriu em uma tarde fria.
Os membros rasgados por lâminas impiedosas.

Então muitos choraram por ele.
Mas suas lágrimas sempre serão mais fortes.
Pois tem a força de uma dor e de um grito
De alguém que já teve o céu como estrada.

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